Chicleteiros invadem a avenida no primeiro dia do Camaleão
A mineira Daniela de Paula, 34 anos, não desgruda do Camaleão há exatos dezessete carnavais. “Se você ouvir Bell chamar ‘Dan-dan’, pode saber que sou eu. Ele já me conhece”, conta a chicleteira.
O Camaleão, que tem a mesma idade que Daniela, é um dos blocos mais tradicionais do carnaval baiano. Sempre puxado pelo Chiclete com Banana, o bloco atrai todos os anos uma legião de fieis seguidores - são os chamados “chicleteiros”.
“Já rodei o Brasil inteiro em micaretas atrás do Chiclete”, conta Dan-dan, que neste ano voltou a brincar o carnaval solteira após ter vindo a Salvador casada nos últimos anos - prova de que o amor pelo Chiclete pode durar bem mais que uma paixão de carnaval.
É o caso do baiano Walter Cristiano Rocha dos Santos -- ou simplesmente “Walter Chicleteiro”. Todos os anos, durante os seis dias de carnaval ele se muda com a mulher e as duas filhas para uma sala alugada com vista de cara para a avenida.
“É uma paixão que começou nos anos de 1980”, conta Walter, que todos os anos confecciona adereços “chicleteiros” - o deste ano é uma carteira de identidade oficial tamanho gigante da “República Federativa dos Chicleteiros”.
“Vejo um brilho no olhar dos fãs, vejo o que elas esperam e procuro levar alegria a elas”, disse o vocalista Bell Marques, em entrevista ao Terra, minutos antes de começar a festa.

