Inocentes de Belford Roxo faz desfile luxuoso, mas com problemas
A estreia da Inocentes de Belford Roxo na elite do Carnaval carioca seria deslumbrante se não fossem os problemas com carros alegóricos, já no fim da apresentação. A proposta de homenagear os 50 anos da imigração coreana no Brasil foi posta em prática com muita pompa: carros altíssimos, fazendo jus ao grupo especial, e fantasias muito luxuosas.
Denominado ciência e tecnologia, o quinto carro veio completamente high tech. O carro fazia referência à transformação do país, que em cinco décadas passou de nação empobrecida a uma grande potência com rico parque industrial. Como não poderia deixar de ser, a nação conhecida como um dos quatro tigres asiáticos deu destaque ao animal do mesmo nome.
O bichano no alto do carro surpreendeu a Marquês de Sapucaí ao rugir no primeiro recuo da bateria, logo no início do desfile. A surpresa funcionou e foi muito aplaudida pelo público.
O mesmo aconteceu com o carro seguinte 'Até a fé refletida na paz de um olhar". Para representar o estado de iluminação da filosofia budista e a felicidade, independentemente das diferenças, a agremiação abusou da luz. O efeito funcionou bem, já que o carro veio em cores escuras - muito tons fechados de marrom.
O que deveria fechar a apresentação com chave de ouro, o ultimo carro "Brasil Oriente da Folia", custou a entrar na passarela. O carro entrou bem torto e os responsáveis tiveram que dar ré no veículo duas vezes até conseguirem pôr o carro no desfile. Um pedaço do carro quebrou e acabou retirado antes do primeiro recuo da bateria. O problema deixou um grande buraco logo no início da apresentação.
O carro, grande demais, que apesar de belo, colocou a escola em apuros, parecia o Salgueiro do ano passado.
