Imperatriz busca inovação em talismã do Pará
Escola é a quinta a desfilar na Sapucaí na segunda de Carnaval (11)
Fugindo das características mais "certinhas" que marcaram os desfiles no passado, a Imperatriz Leopoldinense promete surpreender os foliões na noite de segunda (11), quando entrar na Marquês de Sapucaí.
Com o enredo, batizado de Pará - O Muiraquitã do Brasil, a escola do subúrbio carioca mostrará "a natureza e a cultura do Pará, um dos lugares mais ricos do mundo em termos de biodiversidade", afirma o carnavalesco Mário Monteiro.
O objetivo deste ano é mudar a identidade carnavalesca da Imperatriz, seguindo a "escola" de Paulo Barros, da Unidos da Tijuca, que vêm inovando no Carnaval, vencedor em 2010 e 2012, e Renato Lage, do Salgueiro, vice-colocado em 2012. "Eles estão inovando, eles são esta nova identidade do carnaval agora, mais tecnológico, mais pop. Eles fazem um trabalho incrível, temos que admirar, e mudar e evoluir também", comentou.
A idéia que levou a escolha do tema foi uma opção pessoal do principal carnavalesco da Imperatriz, Cahê Rodrigues. "Ele tem uma certa dívida de gratidão lá, porque tem negócios e foi escolha dele. O Pará é um centro de biodiversidade mundial, além da natureza, o estado também é riquíssimo culturalmente".
"A gente enfoca as lendas, o Muiraquitã, que é um amuleto, que servirá como base para todo o enredo", contou Monteiro.
Escola leva público à viagem pelas belezas do Pará
O enredo começa mostrando a natureza virgem do estado, passa pelo artesanato e chega até a Ilha de Marajó. "A gente fez a alegoria com a forma ilha de Marajó, vai ter uma série de vasos esculpidos em tamanho gigante, com a pintura marajoara, o formato do carro é o formato da ilha" reforçou.
Depois do enfoque na natureza, a escola vai mostrar a parte cultural do estado. "Aí, vamos falar dos 'invasores', que são os holandeses, ingleses e espanhóis, que chegaram a ser combatidos pelos indígenas. Na verdade, eles demoraram dois séculos pára serem derrotados. Os indígenas usavam muito o poder do Xamã, assombrando os estrangeiros, através de magias e assim, obtiveram uma série e vitórias".
As alegorias que contarão a musicalidade, com a participação da cantora Gaby Amarantos, a cantora Joelma, vocalista da banda Calypso e a atriz Dira Paes, também natural do Pará. "
A Verde, Branco e Ouro de Leopoldina é única escola de samba que obteve nota máxima em todos os quesitos em 1980, 1989 e 2001. Este ano, ela aposta na inovação, mas sem perder a elegância pela qual ficou conhecida. No Carnaval do ano passado, a escola que completa 54 anos no próximo 6 de março ficou em penúltimo lugar. Segundo o carnavalesco Mário Monteiro, a Imperatriz fará um desfile para voltar a figurar como uma das principais escolas do Carnaval carioca.
*Do Projeto de Estágio do Jornal do Brasil
