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Empresas investem na qualificação de jovens para futuros profissionais

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Da redação, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Na contramão da contratação de profissionais altamente qualificados e com experiência no mercado, empresas como Correios, Eletrobrás e outras do setor público e também privado têm investido na formação de jovens interessados na qualificação profissional, seja pela necessidade de ajudar financeiramente a família ou pelo sonho de fazer carreira dentro da empresa. São os jovens aprendizes.

Um decreto do governo acrescentado à Lei do Aprendiz (Lei 10.097) tornou-a mais acessível aos empresários e organizações não governamentais (ONGs). Desde 2000, quando foi sancionada, milhares de adolescentes foram inseridos no mercado, que passa por franca expansão, motivada pelos benefícios concedidos.

De acordo com Eduardo Gnisci, especialista em Recursos Humanos da Academia Brasileira de Educação, Cultura e Empregabilidade (Abece) a contratação do aprendiz deve ser encarada como uma oportunidade de formar um profissional com um perfil compatível com a cultura organizacional e não uma contratação de mão de obra desqualificada e de baixo custo.

Os benefícios deste programa são variados e figuram como beneficiários o aprendiz, que terá a chance de se inserir no mercado de trabalho, e a empresa, que poderá formar um futuro profissional avalia.

O Governo Federal estabeleceu que o contrato de aprendizagem é um contrato de trabalho especial, por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 18 anos, inscrito em programa de aprendizagem, formação técnico-profissional compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico.

Cuidados

Na avaliação de Gnisci, os jovens aprendizes devem estar atentos para que não sejam alvo do que está caracterizado em lei como exploração do trabalho. A psicóloga Cláudia Venâncio, professora da Faculdade da Academia Brasileira de Educação e Cultura (Fabec), alerta pais e responsáveis para que acompanhem o processo e observem se há queda no rendimento escolar

Risco sempre haverá, mas a empresa pode ajudar a minimizá-lo. Ela poderá ser o canal de incentivo aos estudos, já que estará em contato direto com pessoas que não desistiram de estudar. Muitas vezes, em sua própria casa, ele não terá acesso a este estímulo, pois os pais não estudaram e, por isso, não tiveram a oportunidade de mudança. Já na empresa, o jovem encontrará exemplos positivos não só para manter os estudos, mas para mudar sua realidade afirma.