Jornal do Brasil

Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

Antonio Campos

Papas – Trajetória e testemunhos

Jornal do BrasilAntonio Campos

O Papa Bento XVI renunciou ao posto de Papa. A renúncia, após oito anos de papado, 53 viagens, 3 encíclicas, trouxe à tona a importância de obras como a da filósofa pernambucana Maria do Carmo Tavares de Miranda, intitulada “Papas – Trajetória e testemunhos”. O livro traz uma série de depoimentos de pensadores e pontífices.

Um dos capítulos da extensa e valiosa obra fala sobre Joseph Ratzinger, onde relata a visita do então Papa Bento XVI ao Brasil, realizada em 2007. Na ocasião, o alemão esteve no Mosteiro de São Bento, em São Paulo, e canonizou o Primeiro Santo Brasileiro, o Frei Galvão Antônio de Sant’Ana. Além dele, são retratados no livro Pio XI, Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II. Em paralelo, Maria do Carmo, a partir das bases teóricas de diversos pensadores, tratou de temas como a ‘Humanização do Homem’, ‘Etapas do Transitar Humano’, ‘Abertura ao Mundo’, ‘Transcendência do Homem’, entre outros.

O livro, lançado em 2008, com o apoio do Instituto Maximiano Campos (IMC) e editado pelas Edições Bagaço, é uma rica obra da arte literária e teológica, produzida após muitas pesquisas da sua autora, a filósofa, pedagoga e teóloga pernambucana. Maria do Carmo, que ocupou a cadeira número 7 da Academia Pernambucana de Letras e foi vice-presidente da Academia Internacional de Filosofia da Arte, faleceu no final de 2012 e nos deixou um vasto conjunto de obras nas áreas de Educação, Filosofia e Teologia, como “Educação no Brasil”, “Pedagogia do Tempo e da História” e “O Ser da Matéria”. No exercício filosófico, foi assistente do filósofo alemão Martin Heidegger, na Alemanha.

Certamente, foi uma das maiores intelectuais que o Estado de Pernambuco já teve, dedicando décadas dos seus 86 anos aos estudos e às pesquisas. Um grande exemplo de perseverança e amor ao que se propôs fazer. A obra “Papas – Trajetória e testemunhos” da filósofa pernambucana é leitura importante nesse momento por que passa a Igreja Católica. A esperança é a que o gesto do Papa Bento XVI leve a uma renovação da Igreja em crise.

 

Antônio Campos, advogado, conselheiro federal da OAB, escritor, editor, membro da Academia Pernambucana de Letras e curador da Fliporto.

camposad@camposadvogados.com.br

 

 

Tags: antônio, Campos, coluna, papa, quarta

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