Yane Marques: orgulho de ser bronze
Yane Marques: antes de tudo, uma forte. A pernambucana sertaneja, medalhista nos Jogos Olímpicos de Londres, nos trouxe uma inédita medalha de bronze no Pentatlo. Um feito histórico, um verdadeiro ensinamento olímpico. A medalha de Yane, mais do que um motivo para comemorarmos o seu ineditismo, torna-se uma excelente oportunidade para o Brasil atentar para os outros esportes e entender, de uma vez por todas, que nem só de futebol é feito o nosso país.
O simbolismo da primeira medalha nessa modalidade chega para mudar convenções e bagunçar convicções. A Rio 2016 vira a esperança de inúmeros atletas, ainda escondidos em esportes pouco divulgados. E o reconhecimento, como muitos sabem, deve fazer parte da árdua trajetória trilhada por um atleta que dedica um enorme tempo da sua vida a um determinado esporte. Brasil, Pernambuco, Afogados da Ingazeira, uniram-se para celebrar o doce sabor de uma medalha inédita. Contrariando o que muitos dizem, não só na dor da derrota é quem vem o verdadeiro aprendizado. De uma vitória, também, é possível angariar valiosos ensinamentos.
A torcida, agora, clama por uma nova postura dos órgãos competentes frente ao apoio ao esporte brasileiro. Esse bronze deve reluzir como um ouro. Como exemplo de garra e perseverança, de competência e muita luta. Yane Marques representa, hoje, para o nosso país, uma esperança de renovação e recomeço para um país já saturado e, por assim dizer, desiludido com o futebol. É chegada a hora, portanto, de expandir os horizontes, e, claro, os investimentos, quando o assunto é esporte no Brasil. Sem esquecer do aspecto educador e formador de cidadãos que ele possui. O esporte é, e deve ser sempre, a bola da vez. E as Olimpíadas 2016 vem aí.
Antônio Campos: advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras camposad@camposadvogados.com.br
