A causa da água e a Rio + 20
A importância da água tem início na composição do corpo do ser humano. Cerca de 70 a 80% do nosso peso corporal é composto por água. Em outras dimensões, a água cobre, em média, três quartos da superfície da Terra, sendo a maioria constituída de água salgada. Atualmente, o Brasil detém mais de 11% da água doce do planeta, o que torna este país uma região estratégica em prol da preservação dessa riqueza hídrica. No total, são 12 mil rios que irrigam o território brasileiro, além disso, 68% da matriz energética do país vem das águas dos rios e a bacia amazônica possui 6 milhões de quilômetros quadrados. Certamente, estes são números expressivos que demonstram o potencial do Brasil quando se trata desse valioso recurso.
Nesse mês de março, está ocorrendo o Fórum Mundial da Água, na Cidade de Marselha, na França. Embora o crescimento verde e a erradicação da pobreza sejam temas centrais na Rio + 20, que ocorrerá esse ano, o especialista Benedito Braga (Vice-presidente do Conselho Mundial da Água) defende que o tema água desempenha um papel muito importante nesses dois temas. Disse, em recente entrevista a ISTOÉ, que “Haverá racionamento de água em São Paulo daqui a dez anos”.
Em paralelo à evidente situação privilegiada do país quando o assunto são os recursos hídricos, o Governo do Estado de Pernambuco investe na realização de obras hídricas, a partir de iniciativas do governador Eduardo Campos. Entre as obras realizadas, o Sistema Pirapama, considerada a maior obra hídrica do país nos últimos anos, que irá oferecer à população 5 mil litros de água por segundo.
Outro importante projeto no setor hídrico é a Adutora do Agreste que, alimentada pelas águas do Rio São Francisco, irá, inicialmente, beneficiar 12 municípios, levando água para o agreste do Estado. A transposição do Rio São Francisco, realizada pelo Governo Federal com o apoio do Estado de Pernambuco e outros, pretende sanar a deficiência hídrica da região semi-árida do Nordeste, conduzindo parte da água do majestoso rio para o abastecimento de açudes e rios menores do nordeste amenizando, assim, a seca durante o período de estiagem.
A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) irá apostar, também, em uma parceria público-privada (PPP) com o objetivo de universalizar, em 12 anos, o saneamento básico na Região Metropolitana do Recife. Assim, com a concretização deste projeto, a maior parte da população contará com água encanada, além de coleta e tratamento de esgoto. Fundamental para a saúde pública.
O Projeto Capibaribe Melhor, por sua vez, proposto pelo governo estadual, revitalizará as margens do Rio Capibaribe. Por fim, o Projeto Capibaribe Navegável, aprovado recentemente, que deverá transformar a capital pernambucana, literalmente, na Veneza Brasileira. Ou seja, contaremos com mais uma alternativa de transporte público, dessa vez, navegando pelos corredores fluviais. As barragens de contenção na Mata Sul para evitar catástrofes. A contenção do mar no litoral, em Jaboatão dos Guararapes e em outras áreas.
Assim, Pernambuco consolida-se como um importante paradigma de obras hídricas para o Brasil e o mundo, sob a liderança do Governador Eduardo Campos, que herdou do avô Miguel Arraes a sensibilidade para o tema água, democratizando o seu uso e, ainda, promovendo o seu desenvolvimento sustentável. Pernambuco tem muito o que mostrar na Rio + 20.
