Jornal do Brasil

Quinta-feira, 11 de Abril de 2013

Antonio Campos

Economia criativa

Jornal do BrasilAntonio Campos

Inovação, Tecnologia e Desenvolvimento são as palavras-chave que, atualmente, norteiam a economia criativa do mundo inteiro. É chegada a era da economia do conhecimento, a nova riqueza das nações. Nos EUA, essa é a maior indústria de exportação, movimentando mais de 3 trilhões de dólares em todos os outros países do globo. Um exemplo é a Califórnia, estado rico em produção de inovação tecnológica e, não por acaso, o berço de empresas como Yahoo, Facebook e Google. A inovação requer a união de financiamento e de ideias.

 É difícil falar sobre Economia Criativa sem falar no nome de Steve Jobs, cofundador e ex-presidente da Apple. Ele não só ajudou a empresa a se tornar um sinônimo de inovação como também fez dela uma das mais valiosas do planeta. “Criatividade é apenas conectar as coisas.” Esta frase, dita por Steve Jobs, é uma síntese clara do seu pensamento. Em relação ao Brasil, existe uma grande capacidade e perspectiva para que o país se torne uma potência criativa. Deve, portanto, aproveitar o seu grande momento econômico, como os eventos esportivos nos próximos anos, para se vender melhor para o mundo. O Brasil é a sexta economia do mundo. Contudo, ainda gera pouca inovação tecnológica. Em parte, a deficiência é a falta de articulação entre empresas e pesquisadores. No ranking global de inovação, o Brasil está em 47º.

 Alguns exemplos: em 2013, a Frankfurt Book Fair irá homenagear o Brasil. Será as olimpíadas do livro do Brasil. Por que não vender direitos autorais em Frankfurt além de só comprar? O São Paulo Fashion Week é o quinto evento fashion mais importante no mundo e o primeiro carbon free do planeta. Gera mais de quatro mil empregos diretos e pelo menos sete mil indiretos. Eike Batista acaba de abrir e investir na IMX, que é o braço esportivo e de entretenimento do grupo EBX. Entre outros visíveis casos da atualidade e emergência da economia criativa.

 Pernambuco, por sua vez, precisa, também, transformar a sua criatividade em negócios sustentáveis. A Fliporto, por exemplo, é uma festa literária e um porto de diálogos entre artes e culturas. Em 2011, contou com mais de 80 mil pessoas de público circulante e uma tenda lotada para 920 pessoas. Consolidamos a maior festa literária do Brasil, colocando-a no calendário internacional. O Porto Digital é o principal parque tecnológico do Brasil na área de Tecnologia de Informação (TI) e já fatura mais de um bilhão. É um dos dez mais importantes do mundo. Recife terá o segundo Instituto Confucius, no Brasil, que será nucleado na Universidade de Pernambuco. O tema da Fliporto, no ano passado, foi Uma Viagem ao Oriente. Mostramos que o Brasil tem no seu nascedouro, também, uma matriz oriental, segundo os estudos de Gilberto Freyre.

 Pernambuco precisa aprender, ainda, a profissionalizar seus eventos festivos e culturais. O carnaval e a indústria da música são exemplos. Eventos como o Galo da Madrugada, Feneart, Abril Pro Rock, entre outros, precisam de mais atenção e inovação. Algumas iniciativas, como a aprovação da PEC 150, que permitiria a vinculação de receitas para a área da cultura, e a garantia do projeto do ProCultura, que busca melhorar o atual sistema de financiamento para que possa, realmente, garantir  a destinação de mais volume de recursos ao setor cultural. Inovar para não ser excluído. Eis a nova ordem do dia-a-dia dos negócios.

Tags: cultura, economia, eventos, Pernambuco, steve jobs, tecnologia

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