A nova Matrix
A Consumer Eletronic Show, feira que aconteceu, recentemente, em Las Vegas e apresentou tendências e produtos para a Era da conectividade, exemplificou essa nova Matrix onde vivemos, anunciando a chegada de tantos outros dispositivos inteligentes. Com isso, temos a chance de aprender continuamente, independente do horário tradicional da escola ou universidade. E é com essa ideologia que devemos receber as novidades tecnológicas interligadas no mundo virtual. Devemos, sim, nos conectar, sem esquecer, no entanto, da real função da internet em nossas vidas. Viver nessa nova Matrix é saber, também, lidar com seres humanos e, portanto, não abrir mão da vida real.
Vivemos em uma Era Virtual que nos conecta, diariamente e constantemente, a um mundo de informações. O filme Matrix, lançado há mais de 10 anos, já mostrava essa tendência: a conexão virtual presente em todas as partes da nossa vida. Em casa, no trabalho, no lazer. E é nessas interligações com o meio externo que aprendemos coisas novas, que deve ser a principal finalidade para tantos megabytes presentes na vida humana.
No livro Learning Ecology, Communities, and Networks: Extending the Classroom, o professor e diretor do Centro de Tecnologia da Aprendizagem da Universidade de Manitoba (Canadá), George Siemens, defende que a mobilidade trazida pela tecnologia e o impacto da aprendizagem informal tornam a aprendizagem um processo contínuo, tendo como grande fonte de informação a internet. Por outro lado, o ensino tradicional está indo de encontro e se adaptando a essa era tecnológica. A rede de educação Anhanguera, por exemplo, noticiou um ambicioso plano com o objetivo de conectar, tecnologicamente, os alunos com a universidade para criar um ambiente de contínuo aprendizado. A genialidade de Steve Jobs previa e concretizou boa parte dessa nova Matrix. As criações dele apontavam o caminho que, hoje, continuamos a trilhar. Tecnologia, ousadia e criatividade em um mesmo produto, bem implantados no iPad, no iPhone e em tantos outras invenções da Apple de Jobs.
Os e-books também despontam como uma escolha acertada para essa nova Era. Nos EUA, os livros didáticos no formato e-books, uma outra, e a última, aposta de Steve Jobs, entraram no mercado americano. Nesse começo de ano, um caso chamou a atenção do ramo editorial. Uma escritora, autora de 17 livros, tentou emplacar seus livros em cerca de 50 editoras, sem sucesso. Bastou divulgá-los na internet para conseguir a marca de 1 milhão de cópias vendidas e US$ 2 milhões arrecadados. É, portanto, inegável a força dos e-books e dessa era digital.
Além disso, atualmente, as mídias sociais mobilizam milhares de pessoas, que recebem diversas informações e atualizações a cada segundo. No celular ou no computador, os internautas mantêm-se, constantemente, conectados. E a tendência é que a internet se aproxime ainda mais do nosso cotidiano e chegue à geladeira, à televisão, e ao carro. Em um futuro próximo, portanto, seremos seres sempre “online”, gíria virtual para definir quando as pessoas estão ligadas à internet. Os “smartphones”, por sua vez, se multiplicarão e a inclusão digital será ainda maior. Na era digital, podemos aprender continuamente.
