Jornal do Brasil

Quinta-feira, 11 de Abril de 2013

Antonio Campos

O sagrado Kamasutra

Jornal do BrasilAntonio Campos

Muito além de um mero livro erótico, o Kamasutra, escrito no século II, é uma obra sagrada. O que a maioria conhece é o Kamasutra, do autor Vatsyayana, apresentado através de um “marketing pornô”, que trata apenas das posições sexuais da obra que, por sinal, representam apenas um capítulo do livro. O que poucos sabem, no entanto, é a concepção do Kamasutra como um manual sobre desejo e prazer, um verdadeiro tratado, sensualmente conduzido, sobre a arte de amar.

 A obra, um clássico indiano, ganhou espaço no Ocidente após a primeira tradução para o inglês feita por Richard Francis Burton e Foster Arbuthnot, no século 19. Daí por diante, “Vatsyayana Kama Sutra”, ou “Aforismos Sobre o Amor”, tornou-se conhecida no mundo inteiro. 

Agora, o Brasil terá a primeira versão integral traduzida diretamente do sânscrito, que chega ao país pela Editora Tordesilhas e com ilustrações de Alfredo Benavídez Bedoya. São dez capítulos e 96 páginas que tratam sobre abraços, beijos, e entre outros temas. O livro do prazer no apresenta, assim, toda a sensualidade e o erotismo oriental.

 O Kamasutra transcende a áurea meramente erótica e carnal e atinge o patamar do amor e da sensualidade entre os seres humanos. Hoje, as livrarias oferecem um leque de possibilidades criadas a partir do Kamasutra, como manuais superilustrados e vídeos que, incansavelmente, exploram as posições sexuais apresentadas na obra. 

No entanto, sabe-se que a obra indiana não se limita a essa percepção. O livro secular e sagrado tornou-se um tratado dos prazeres, essencial para quem busca compreender o amor em suas diversas formas e se aprofundar no universo cultural e sexual que se pode encontrar no Kamasutra

Tags: antônio campos, bedoya, coluna, kamasutra, lançamento, livro, NOVO

Compartilhe:

Tweet

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.