Para Jorge Luis Borges, o paraíso era uma espécie de livraria
Escritor argentino começou sua produção literária aos 9 anos de idade, quando escreveu seu primeiro conto, 'La visera fatal'
Há 25 anos, o mundo ficava órfão de um dos maiores escritores da Literatura. Jorge Luis Borges, vitimado por um câncer, nos deixou obras magníficas como O Aleph e História universal da infâmia, entre outros livros que também ficaram marcados como alguns dos mais importantes do século 20. Foi um amante da arte literária. Escreveu, lecionou e disseminou a sua paixão pela Literatura e, certa vez, disse: "Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria".
Um escritor latino-americano na geografia e universal na imensidão, e valor do seu legado literário. Borges foi bibliotecário, professor de Literatura da Universidade de Buenos Aires e autor de vários poemas, contos e ensaios. Uma vida inteira próxima e dedicada aos livros. Com apenas sete anos de idade, descobriu e revelou que queria ser escritor. Aos nove, deu início à sua produção literária e escreveu o seu primeiro conto, intitulado La visera fatal. A partir daí, não pararia mais.

O escritor argentino foi um cidadão do mundo. Morou na Espanha, Portugal, Argentina e, por fim, na Suíça, onde faleceu e foi sepultado. Por onde passou, comprou e escreveu livros. Amou, profundamente, as letras e os versos escritos e lidos. Mesmo quando não conseguia mais ler, devido a uma cegueira que o abateu, continuou comprando livros para alimentar a sua vontade de viver e a paixão pela Literatura. Ainda na sua história com os livros, colecionou e leu enciclopédias de todo o mundo.
A poesia se fez presente para o argentino, principalmente, após a chegada da progressiva cegueira. Escreveu, então, O livro de areia, cujo título demonstra o abatimento da doença. Ainda assim, Borges não abandonou suas leituras e passou, então, a estudar árabe. No total, foram oito décadas de lealdade à literatura, desde o seu primeiro conto, e uma vida inteira de dedicação que nos presenteou com um arsenal de verdadeiras obras-primas literárias.
