Exposição de Christina Oiticica e Gigi Maquinay em Nova York promove diálogo entre culturas
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A importância do diálogo entre culturas e mundos diferentes está sendo fortemente disseminada em todos os continentes. Ao receber o lançamento do meu novo livro, Diálogos no mundo contemporâneo: por uma cultura de paz, a sede da ONU, na cidade de Nova Iorque, abrigou a exposição da pintora brasileira Christina Oiticica, com a participação da artista colombiana Gigi Maquinay.
A mostra e o livro ocuparam o Delegates Entrance Hall, onde ficam as pinturas Guerra e Paz, de Cândido Portinari, que, atualmente, estão em restauração no Brasil. Intitulada Dialogues, a exposição foi uma iniciativa da Casa Brasil, apoiada pelo Jornal do Brasil e pela Sociedade da Língua Portuguesa da Organização das Nações Unidas (SLP).
No coração da famosa cidade americana, foram exibidos 29 trabalhos pintados e enterrados por Christina em dois importantes caminhos de peregrinação mística: Santiago de Compostela, na Espanha, e Kumano Kodo, no Japão. Em ambos, um ponto em comum: o diálogo com a natureza. A artista plástica desenvolveu uma técnica em parceria com o meio ambiente. Os seus trabalhos, além de sua interferência direta, são plantados nos leitos dos rios, dentro de árvores, nos relevos das pedras, ou seja, em diálogo direto com a natureza.
Além disso, os trabalhos de Christina, confeccionados entre 2008 e 2009, afloram os pontos de interseção positivos entre as duas culturas de diferentes regiões, a partir do ponto de vista de uma brasileira. Juntos, formaram a exposição de sucesso Caminhos do sol nascente e do sol poente.
A escultora Geneviève Maquinay também participou da magnífica exposição, com a exibição das suas esculturas, feitas de elementos extraídos de resíduos urbanos e naturais. Foram 16 obras expostas, uma série intitulada Intimate itinerary. Essa iniciativa tornou-se um inegável exemplo de valorização do diálogo e respeito às diversas culturas, uma ação de suma importância no mundo atual.
