Jornal do Brasil

Domingo, 31 de Agosto de 2014

Anna Ramalho

Aristóteles Drummond: 50 anos de coerência

No dia de hoje, em que o Brasil relembra os 50 anos do golpe militar, um trecho da história contado por quem sabe: o jornalista Aristóteles Drummond, que viveu o momento intensamente, ainda os 18 anos. Apoiou o golpe e - ser coerente que é - crê até hoje que os militares ajudaram muito no desenvolvimento do Brasil. Ari faz o relato completo no livro Um caldeirão chamado 1964, editado pela Resistência Cultural.

Confiram no texto.

“E aí o Jango ligou para ele: “O que está acontecendo aí?” E o Magalhães Pinto: “O que está acontecendo, presidente, é que nós chegamos a uma situação em que não há mais diálogo...” E o Jango: “Mas como?! Nós sempre tivemos uma relação de tanto diálogo...” O Magalhães: “Eu sei, presidente, mas não é possível... O presidente fez a opção por um outro grupo, nós lhe oferecemos uma opção pelo nosso lado...” Na verdade, o Magalhães queria ser o candidato do Jango. O Jango, não sabendo o que fazer, passou o telefone para o San Tiago Dantas, e aí o San Tiago falou: “Magalhães, reconsidere isso, segure as pontas. Eu estou lhe telefonando numa mensagem de paz, uma mensagem do presidente da República a Minas. Paz!” O Magalhães respondeu com uma frase histórica: “San Tiago, eu sinto muito, mas, a essa altura dos acontecimentos, os mineiros só terão paz com as forças leais ao Jango no túmulo.” (Aristóteles Drummond).

Tags: 1964, depoimento, golpe, MILITAR, política

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