Aristóteles Drummond incendeia o Clube Militar
Ontem, dia 1º, o day after que marcava os 49 anos da Revolução de 1964, o jornalista Aristóteles Drummond lançou seu mais novo livro: "Um caldeirão chamado 1964 - depoimento de um revolucionário", editado pela Resistência Cultural e competentemente organizado pelo editor José Lorêdo Filho. O local da noite de autógrafos não podia ser mais apropriado: o Clube Militar, no Jardim Botânico.
Quem lá chegava era obrigado a apresentar documento de identidade. À entrada do salão do coquetel, quatro parrudos seguranças. Havia por parte da direção do clube um certo temor de que a data ensejasse manifestações belicosas. Bobagem. A noite correu tranquila, tranquila, reuniu os amigos do Ari - amigos de todos os matizes, da direita, da esquerda, do centro, porque o Aristóteles tem lá suas arraigadas posições políticas, mas, pela vida afora, sempre foi principalmente um colecionador de amizades de todas as cores. Por lá circularam, entre outros, o secretário Júlio Lopes, os embaixadores Luiz Felipe Lampreia, Paulo Pires do Rio, Frank Thompson Flores, o imortal Murilo Mello Filho, os empresários Mariozinho Andreazza, Paulo Marinho, Aloyzito Teixeira, Paulo Simões, e mais Chicô Gouvêa, Reinaldo Paes Barreto, Paulo Reis, Ester Lima, Myrian Atalla, Carlos Alberto Pires e Albuquerque, Haroldo Jacques, Pedro Henrique Vilela Pedras, Paulo Roberto Direito e até o ator português Tony Correia, que fez o Brasil suspirar quando era o Machadinho da novela "Locomotivas", em 1977. Como se pode ver, o arco da sociedade.
