Espertinhos à moda da casa
Advogados dos bandidos que mataram um adolescente na Bolívia bolaram uma solução genial, à moda brasileira, para soltar os criminosos. Arranjaram, em São Paulo, claro, um garoto corintiano, de 17 anos, para confessar e, portanto enfrentar aqui mesmo a severidade de nossas leis.
Ou seja, confessa, vai para uma dessas modelares instituições onde colocamos os menores infratores e, depois de uns dias, está na rua de novo.
Mas, lembrando a frase imortal de Garrincha, precisam combinar com o beque, isto é, com a justiça boliviana, que, acredita-se, dificilmente cairá nessa vigarice e proporcionará aos 12 facínoras a punição que merecem.
Isto se o nosso vigilante Itamaraty, tradicional protetor de criminosos, não intervir, numa daquelas operações vergonhosas, como a devolução a Cuba de atletas que queriam asilo aqui e a garantia de pouso seguro para o italiano Cesare Battisti.
