Multidão não se importa com fila de 2 horas e Humanidade faz sucesso
Rio - Em meio à grande fila que ia da entrada do Forte de Copacabana até o Parque Garota de Ipanema, a funcionária da exposição Humanidade 2012 dava a notícia ruim: "o tempo médio de espera para entrar é de duas horas". A maioria das pessoas, no entanto, mantinha-se animada e não arredava pé.
A mostra, que toma conta de um "prédio de andaimes" montado dentro do forte, tornou-se a principal atração da Rio+20 para o público em geral, que não pode entrar no Riocentro para as entediantes discussões oficiais e tampouco tem acesso fácil ao Parque dos Atletas, em frente ao centro de convenções, onde estão os pavilhões dos países participantes da Rio+20.
Mais de 40 mil pessoas passaram pela Humanidade 2012 neste domingo, segundo informações da organização - mais que o dobro previsto para a Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, que espera receber 19 mil. E, pela opinião da maior parte das pessoas na saída, valeu a espera. "Além do conteúdo muito interessante da mostra, as pessoas que organizavam a entrada e davam informações são muito educadas. Então fica tudo muito agradável", disse uma das visitantes.
O próprio rodado sociólogo Boaventura de Sousa Santos mostrou-se muito mais entusiasmado com o evento do Forte de Copacabana do que com as negociações do Riocentro. "É aqui e na Cúpula dos Povos que podemos esperar alguma coisa que não seja apenas a Rio+40", disse o português, que deu uma palestra que foi aplaudida de pé no auditório da Humanidade.
O sucesso, que já fez o horário da exposição se expandir até as 22h, também pode manter o projeto no forte por mais tempo. Segundo a idealizadora do evento, Bia Lessa, há uma negociação para que a Humanidade não termine na próxima sexta-feira. O evento também pode ser montado em breve no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

