Jornal do Brasil

Quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Ciência e Tecnologia - Ambiental

Crea-RJ aproveita a Rio+20 para monitorar a qualidade do ar 

Agência Brasil

Até o fim da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-RJ), fará o monitoramento da qualidade do ar da cidade. A aferição está sendo feita no Aterro do Flamengo, onde ocorre a Cúpula dos Povos, evento paralelo à Conferência e tem o objetivo de saber se o nível de partículas em suspensão está de acordo com as exigências de proteção do meio ambiente.

"Vamos fazer uma medição científica por meio dos nossos técnicos da área meteorológica e com isso dar essa informação diariamente ao final do dia para a cidade como um todo, para que todos fiquem sabendo em que pé se encontra a qualidade do ar", disse o presidente do conselho, Agostinho Guerreiro.

Ele ressaltou que não só na capital fluminense, como também em outras grandes cidades como São Paulo e Porto Alegre, houve uma piora na qualidade do ar, em virtude dos gases poluentes lançados pelas grandes fábricas e pelos automóveis. "A gente já tem um estudo preliminar mostrando que houve uma piora, sobretudo no aumento do volume de ônibus para o transporte coletivo”, declarou.

Em contrapartida, o gerente de Monitoramento do Ar da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Marcos Pereira, assegurou que a qualidade do ar do Rio de Janeiro varia de boa a regular. De acordo com ele, a medição é das oito estações de monitoramento do ar espalhadas pela cidade.

" Essas estações são capazes de monitorar, na sua maioria, material particulado, que são as partículas inaláveis, além de dióxido de enxofre e monóxido de carbono. Hoje, na cidade do Rio de Janeiro, a gente fica com a qualidade do ar de boa a regular na maior parte do tempo", disse.

O projeto Monitorar-Rio, da prefeitura, tem oito estações fixas e uma móvel. Elas monitoram o ar durante 24 horas e estão localizas no centro, e nos bairros de Copacabana, na zona sul, Tijuca e São Cristóvão, na zona norte. Em dezembro, foram inauguradas as estações de Irajá, Campo Grande, Bangu e Pedra de Guaratiba, na zona oeste da cidade.

O Crea-RJ também aproveitou o evento para lançar uma cartilha com as propostas e compromissos da entidade, como segurança alimentar, economia verde, combate à fome e à pobreza, entre outros temas. Cerca de 2 mil exemplares do livreto foram distribuídos. Guerreiro disse que a cartilha contém ainda dados técnicos que mostram as mudanças ambientais da cidade desde a Rio92 até a Rio+20.

Tags: clima, desastres, DESENVOLVIMENTO, nações unidas, onu, pnuma, rio+20, sustentabilidade

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