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Expansão do petróleo distorce dados do Rio

O esforço pela auto-suficiência do país na produção de petróleo corre o risco de mascarar o desempenho da indústria fluminense este ano, a julgar pelos dados sobre produção nos últimos meses. A indústria extrativa, que muitas vezes derrubou o setor anteriormente, manteve sua força nos últimos doze meses e permitiu ao Rio obter, em fevereiro, expansão de 9,9% em relação a igual período do ano passado, o melhor resultado desde novembro de 2002, com 10,1%, mostram os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Agora, com todo o empenho em busca do histórico marco energético, há o perigo de se jogar para debaixo do tapete os problemas estruturais do setor.

Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o salto de 19,8% da indústria extrativa em um ano foi o maior responsável pelo avanço fluminense. Assim, o estado deixou de patinar, ao longo de 2004 e 2005, nos últimos lugares entre as 14 regiões pesquisadas pelo IBGE, para exibir agora o segundo melhor resultado, atrás apenas do Amazonas, com 18%, e bem acima da média nacional, de 5%. Graças, principalmente, à continuidade na produção das plataformas petrolíferas, o que não aconteceu em 2004.

O setor automobilístico vem se saindo bem, mas isso ocorre em todo os os estados que contam com montadoras. A contribuição da indústria de petróleo foi fundamental - avalia Júlio Sérgio de Almeida, diretor executivo do Iedi.

Ele concorda que a auto-suficiência pode mascarar o resultado da indústria fluminense este ano.

- Há um perigo, sim, de isso acontecer, se não houver uma mudança importante. Mas estou otimista. O desempenho do setor naval e do automobilístico mostra que, com boas políticas, o estado pode mudar o perfil de sua indústria - disse, referindo-se à predominância de segmentos produtores de bens de consumo não-duráveis, tão castigado pelo fraco desempenho do mercado interno nos últimos anos.

Classe dividida

Em nota divulgada na quarta-feira, o diretor do Sindicato dos Aeroviários do Rio Grande do Sul, César Gerardi, mantinha o discurso de que o governo deve entrar na missão de salvação da Varig, ''para dar credibilidade ao negócio''. Em seguida, porém, deixou claro que o sacrifício exigido é unilateral: ''Abrir mão de direitos, ou acordar demissões, entretanto, não serão questões aceitas pelos sindicatos''. Sinal de que a concordância com cortes e redução de salários ainda divide a categoria, mesmo com a empresa na UTI.

Leilão milionário

O empresário Paulo Bilyk, da Rio Bravo, abre seu Haras Polana, em Campos do Jordão, durante o feriadão, para a realização de leilão de cavalos holandeses de alta performance. Avaliados em US$ 50 mil cada, os badalados animais são descendentes de campeões premiados na Europa. Foram trazidos para o Brasil pelo maior criador e exportador de cavalos de alta performance da Holanda, o VDL SportHorses, de onde saíram campeões das três últimas olimpíadas. Jorge Gerdau, Alexandre Plaza e Adauto Marcondes já confirmaram presença. A expectativa é que o leilão movimente em torno de US$ 600 mil.

Pára-raios

De olho na construção de novas linhas de transmissão de energia e nas condições meteorológicas do Brasil, campeão em incidência de relâmpagos (50 a 70 milhões por ano, gerando perdas de R$ 500 milhões), a multinacional Nexans lança no mercado nacional o cabo de alumínio Al Liga 6201 (AASCR). Seu marketing: é mais resistente e mais barato.

Linha de Frente

  • Fabio Giambiagi e Armando Castelar lançam, quarta-feira, às 19h, na Livraria Argumento, o livro Rompendo o marasmo: a retomada do desenvolvimento no Brasil (Campus/Elsevier).

  • A Delta Air Lines lança este ano 11 novas rotas internacionais. A primeira é Atlanta-Tel Aviv, inaugurando os vôos da companhia americana para Israel. Decolando após seis meses de recuperação judicial, a empresa também passa a operar na Hungria, na Dinamarca, na Alemanha, na Escócia e na Ucrânia.

    Marcelo Kischinhevsky
    (Com Samantha Lima)

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