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Dez sambistas brancos
Compositores talentosos, um piloto, um apresentador e até uma deputada se juntam em inusitada compilação
1. Noel Rosa. Viveu pouco, mas deixou uma obra imensa. No fim dos anos 20, foi ele o responsável por deixar o samba mais palatável para as classes dominantes, tirando a ‘farofa’, a ‘vela’ e revelando o feitiço ‘decente’ do gênero musical. 2. Guilherme de Brito. Outro da Vila, foi o parceiro de olhos claros de Nelson Cavaquinho em clássicos como ‘A flor e o espinho’ e ‘Quando eu me chamar saudade’. 3. Miriam Batucada. De origem italiana, tinha ritmo na veia e bastava uma caixinha de fósforos para batucar com as mãos. Virou nome de uma rua na Mooca. 4. Ângela Guadagnin. Parlamentar, sambou no ambiente de trabalho ao ver que colega escapara de punição. Eternizou-se, assim, com o ‘samba da pizza‘. 5. Alfredo Português. Mangueirense histórico, pintor de paredes e sambista, foi padrasto de Nelson Sargento. E parceiro do filho no lindo ‘Cântico à natureza’. 6. Jorge Perlingeiro. Não samba nem canta nada, mas comanda há décadas o programa ‘Samba de primeira’. Também abre os portões do Sambódromo. 7. Luís Antônio. Em parceria com Luís Bandeira (outro branco, aliás) compôs ‘Apito no samba’, o fundo musical do futebol. Também é autor de ‘Eu bebo, sim’. 8. Ary Barroso. Para muitos, nosso sambista maior. Autor de ‘Aquarela do Brasil’ (‘Brasil/ meu Brasil brasileiro/ meu mulato inzoneiro’), hino extra-oficial do país. 9. Miltinho. Gravou ‘Palhaçada’ (‘cara de palhaço/ pinta de palhaço’) e ‘Mulher de trinta’. Foi dos Cancioneiros ao Luar e tocou pandeiro nos Namorados da Lua. 10. Rubinho Barrichello. Piloto razoável de F-1. Quando chega ao pódio, faz movimentos estranhos que, segundo o próprio, são uma ‘sambadinha’.
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